segunda-feira, 1 de março de 2010

INFLUENCIAS DOS ORIXÁS NAS MULHERES

Identifique qual orixá feminino tem a ver com você e tire lições das belas histórias, inspiradas no estudioso Pierre Fatumbi Verger no livro As Lendas dos Orixás (ed. Corrupio).


IEMANJÁ, rainha do mar e mãe generosa
Ela é a mãe suprema dos orixás. Com carinho, ampara seus filhos queridos. Mas também pode se tornar caprichosa e instável, como as águas do mar. • A HISTÓRIA: cansada de viver com Odudua, pai dos seus dez filhos, Iemanjá resolveu partir para o oeste, à procura de novos horizontes. Lá vivia Okerê, o rei da região, conhecido pela sensatez. Quando viu chegar a bela orixá das águas salgadas, o rei se apaixonou e lhe propôs casamento. Iemanjá aceitou o pedido com uma condição. "Nunca me humilhe pelo tamanho de meus seios. Nunca o perdoarei por isso", disse ela. Iemanjá tinha vergonha de seus seios grandes, caídos de tanto amamentar. Okerê concordou com a estranha condição e realmente a tratava com amor e respeito. Mas um dia, após se embriagar com vinho de palma, Okerê voltou para casa cambaleante, tropeçou na esposa e a derrubou. Irada, a orixá o chamou de bêbado e imprestável. O rei se esqueceu da sua promessa e gritou: "Quem é você para me dizer isso? Você, uma mulher de seios murchos e caídos? Você, com os peitos trêmulos e balouçantes?" Ofendida, Iemanjá partiu em direção ao mar, onde morava sua mãe, Olukum, a rainha dos oceanos. No caminho, se transformou num rio para desembocar ainda mais rápido no mar. Desesperado, Okerê foi a seu encalço e virou uma montanha, tentando barrar a passagem da esposa. Iemanjá desviou o rio para a direita, para a esquerda, mas não conseguiu passar. Pediu ajuda, então, a seu filho Xangô, o senhor da justiça, que mandou raios e partiu a montanha em duas. Assim, Iemanjá chegou ao mar, onde vive com sua mãe. Seus filhos até hoje lhe mandam presentes no fim do ano para aliviar sua solidão.
• CARACTERÍSTICAS: amorosos e dedicados, os filhos e as filhas de Iemanjá fazem tudo por seus companheiros e sua família. São maternais e têm o coração cheio de bons sentimentos. Mas quando se enfurecem não voltam atrás, exatamente como a orixá quando seu esposo quebrou o juramento. Como ela, também são suscetíveis e exigentes.
• CONSELHO: olhe mais para si e veja se não está vivendo apenas em função dos outros. Avalie o que realmente gosta de fazer e se dedique a atividades que lhe tragam satisfação. Aprenda a perdoar e não seja tão severo em suas cobranças. Fique atenta para o excesso de sensibilidade.


IANSÃ, a bela guerreira e senhora dos relâmpagos
Altiva e impetuosa, Iansã é o símbolo das mulheres temperamentais. Isso se deve a uma estranha característica: durante parte do dia, a orixá se transforma num búfalo selvagem, portanto, também tem uma natureza animal. • A HISTÓRIA: Ogum caçava na savana quando viu um búfalo ao longe correndo em sua direção. Preparou a lança para matar o animal. De repente, o búfalo parou, abaixou a cabeça e começou a se despir de sua própria pele. Saiu uma bela mulher, ricamente vestida com panos coloridos, turbante e pulseiras. A jovem enrolou os chifres e a pele, colocou dentro de um cupinzeiro e partiu para o mercado da aldeia sem perceber que Ogum tinha visto tudo. O senhor da guerra pegou a trouxinha escondida no cupinzeiro e também foi em direção à cidade. Lá, se aproximou de Iansã. Ela era tão sensual que o orixá se apaixonou e a pediu em casamento. Iansã sorriu e recusou. Mas Ogum tinha certeza de que ela cederia. Ao entardecer, a orixá dos raios voltou para procurar sua trouxinha e se transformar novamente em búfalo. Nada encontrando, retornou à aldeia, onde Ogum já a esperava. Furiosa, perguntou por suas coisas. Ogum fingiu inocência. "Não sei do que você está falando", disse ele. Iansã ficou, então, sem saída. Ela sabia da mentira, mas como não podia fazer nada, entregou os pontos: "Está bem, desisto. Vou casar com você. Mas nunca diga para ninguém que sou também um animal. Esse será nosso segredo". Ogum concordou e levou Iansã para casa. Ela foi sua primeira mulher e companheira de batalhas. Depois, se tornou a primeira esposa de Xangô.
• CARACTERÍSTICAS: as filhas de Iansã são parecidas com ela. Voluntariosas, gostam de tudo a sua maneira. Só se deixam vencer por quem sabe contornar seus ímpetos de fúria, como fez Ogum. Ao mesmo tempo, são mulheres corajosas, sem nenhum medo de lutar contra a injustiça e o preconceito. Como a própria divindade, metade animal, metade gente, os filhos de Iansã se consideram pessoas incomuns.
• CONSELHO: nem tudo precisa ser de seu jeito. Experimente enfrentar com paciência as situações que fogem ao controle. Avalie quantas oportunidades você já perdeu na vida porque não soube ter um pouquinho de diplomacia. Pratique ioga e meditação para abaixar esse excesso de fogo. Iansã ensina que é preciso saber lutar, mas também ceder.


OXUM, senhora dos rios, do amor e da riqueza
Os mitos sobre ela falam tanto de beleza, riqueza e sensualidade quanto de sua incomparável inteligência e senso de humor. • A HISTÓRIA: quando Xangô, marido de Oxum, trouxe a valente Obá para casa como sua terceira esposa, ela quase morreu de ciúmes. Logo se tornaram rivais. Tentando imitar o refinamento de Oxum, Obá espreitava na cozinha para descobrir os segredos das receitas que ela fazia para Xangô e, assim, surpreender o marido com as iguarias criadas pela outra. Louca da vida com a espiã, Oxum preparou uma armadilha. Escondeu suas orelhas sob um lenço e começou a cozinhar uma cheirosa sopa em que boiavam dois grandes cogumelos. Como quem não quer nada, Obá perguntou o que Oxum fazia. Ela deu a entender que, por amor, havia cortado as próprias orelhas para fazer o prato preferido do marido, uma sopa afrodisíaca. Quando Xangô chegou, devorou a saborosa sopa de cogumelos e logo levou Oxum para o quarto. No dia seguinte, Obá resolveu fazer a mesma coisa. Cortou uma de suas orelhas e fez um cozido. Quando chegou em casa e viu aquela comida horripilante, Xangô jogou o prato e repreendeu a esposa. Vitoriosa, Oxum desamarrou o lenço e Obá viu que ela ainda estava com as orelhas. Cheia de fúria, Obá avançou em direção a Oxum e as duas se engalfinharam. Até hoje, quando as filhas-de-santo incorporam Oxum e Obá nos terreiros, elas não podem ficar juntas.
• CARACTERÍSTICAS: sensuais e vaidosas, as filhas de Oxum também são inteligentes. Nessa história, fica mais evidente a opção do orixá pela astúcia e pela estratégia, em vez do confronto direto. Na África se diz que Oxum é sinuosa e surpreendente como o leito de um rio.
• CONSELHO: Oxum mostra que é possível combinar beleza com inteligência. O perigo está em exagerar e se perder nas próprias armadilhas. A imprevisibilidade da vida também tem seu encanto, e não é preciso controlar tudo o tempo todo. Cuidado com a obsessão pela estética, o egoísmo e a vaidade. Aprenda a compartilhar.


OBÁ, a valente lutadora das aldeias
Corajosa e cheia de vigor, Obá era tão boa de briga que decidiu se profissionalizar: ganhava a vida lutando como pugilista de aldeia em aldeia. • A HISTÓRIA: Obá derrotava todos os que a desafiavam – homens, mulheres e orixás. Derrubou Obatalá, o criador, tirou Oxóssi de combate e botou Exu para correr. Até que chegou o dia da luta com a mais temível das divindades: Ogum. Previdente, o senhor da guerra foi consultar o oráculo da cidade de Ifá. Os adivinhos aconselharam a fazer oferendas de espigas de milho socadas no pilão junto com quiabo. Assim ele seria abençoado e sairia vitorioso. Então, Ogum espalhou a oferenda viscosa num dos cantos do terreiro. Na hora do encontro, a lutadora disse: "Chegou o momento de nos enfrentarmos" . E se posicionou para o embate. Ogum começou a lutar e, como sempre, Obá parecia estar vencendo. Aos poucos, o guerreiro empurrou-a para o lado do terreiro onde se espalhava a oferenda. Lá, Obá pisou na massa viscosa e escorregou. Ogum aproveitou a queda da lutadora, arrancou seus panos e a possuiu. Dessa maneira, se tornou seu primeiro marido e grande amor.
• CARACTERÍSTICAS: Obá é o protótipo das mulheres batalhadoras, que sabem enfrentar com garra os desafios. Habitualmente, seus filhos não têm tempo ou interesse em coisas muito sofisticadas, a não ser que isso propicie a conquista de algo ou alguém. Embora valentes, são um pouco ingênuos, sendo quase sempre derrotados pela astúcia dos outros. A persistência é sua melhor arma.
• CONSELHO: ficar obcecada por metas pode tirar o encanto da vida. Tire partido de sua força sem deixar de desfrutar do prazer. Não se esqueça de que ceder também faz parte – ainda mais quando for por amor. Relaxe e faça as coisas apenas por gosto.


NANÃ, dona dos pântanos e da sabedoria
Divindade antiqüíssima da África, Nanã Buruku é a uma senhora turrona, firme nas suas opiniões e um pouco ranzinza. É considerada a avó dos orixás. • A HISTÓRIA: conta a lenda que todos os grandes homens das tribos da África, os imalés, se reuniram para decidir quem era o mais valente dos orixás. Louvaram Obatalá, o criador dos seres humanos, falaram das qualidades de Orumilá, o senhor do destino, exaltaram a força de Xangô, o justiceiro, e enfatizaram a importância de Exu, o grande mensageiro divino. Mas, ao fim, decidiram escolher Ogum como o mais forte. Nanã fez um muxoxo. "Quem é esse tal de Ogum? O que ele faz?", perguntou ela. Os chefes contaram como Ogum criou os instrumentos de agricultura e as armas da guerra, pois é o senhor dos metais. "Os seres humanos dependem dele para sobreviver", justificaram. "É pouco", resmungou Nanã. E decidiu que não ia render homenagem a Ogum. Paciente, o grande orixá da guerra resolveu intervir. "Nanã, fui escolhido por bravos guerreiros para ser homenageado. É justo que a senhora também o faça", ponderou. "De jeito nenhum. Não concordo com a decisão", disse a velha. E assim ficaram por horas discutindo. Até que, para forçá-la a mudar de idéia, Ogum lançou uma maldição: "Se for assim, de agora em diante, a senhora e seus filhos não poderão mais usar meus metais para guerrear e caçar. Quero ver como vão se arranjar". "Dá-se um jeito", disse ela, teimosa. Até hoje, os filhos de Nanã não usam metais no terreiro e suas oferendas não podem ser cortadas com faca. A comida oferecida é feita com colheres de pau.
• CARACTERÍSTICAS: cheias de autoridade, as filhas de Nanã parecem emanar a majestade das velhas rainhas. Ninguém ousa brincar com elas – nem elas gostam disso. Senso de humor não é seu forte, embora às vezes nem percebam esse seu jeito austero. Mesmo quando jovens e bonitas, parecem ter a maturidade, a prudência e a sabedoria das mulheres idosas. Porém são teimosas: quando decidem algo, não voltam atrás.
• CONSELHO: procure a companhia de gente mais jovem, experimente trabalhos corporais que dissolvam a rigidez do corpo e tente ver com mais compreensão os pontos de vista dos outros. Dançar também ajuda muito a devolver a alegria.
Repassado por nosso querida irmã e amiga Visi
Postado por Carlinhos Lima às 08:03
http://climazenastr ologia.blogspot. com/2008/ 08/influencias- dos-orixs- nas-mulheres. html

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

DAR A BENÇÃO - AULA DO SEU SETE SEPULTURAS

Cada pensamento que temos e cada ação que empreendemos, torna-se parte da energia coletiva do planeta.

Quando usamos a nossa energia para levar luz ao mundo, ela se associa à luz trazida por outros para dispersar a escuridão.

Abençoar significa desejar incondicionalmente e da mais profunda câmara do seu coração, um bem ilimitado para outros.

Abençoar é reconhecer a beleza onipresente e universal, oculta dos olhos materiais. É ativar a lei da atração, que à distância, alcança o universo.

Ao fazer da Suave Arte da Bênção a sua prática espiritual diária, você aprende a enviar pensamentos e sentimentos e a curar outros. Isto o capacitará a difundir uma atmosfera de bondade, paz e cura onde quer que você vá. A atrair mais bondade, alegria e amor para a sua própria vida e para as vidas daqueles que estão a sua volta. A abrir possibilidades de cura nos corações daqueles controlados pela ganância, pelo egoísmo e pelo medo. A experienciar um maior sentimento de Unidade com toda a vida. A enaltecer a vida e o crescimento de todos os reinos da natureza – humano, animal, plantas e mineral.

Abençoar é o meio perfeito de desenvolver uma consciência constantemente centrada no amor.

Cada dia é uma bênção, e a cada momento há muitas coisas pelas quais podemos ser gratos.

O mundo se abre para nós quando vivemos em um espaço de gratidão.

Quando abençoamos, quando pedimos à Deus, pedimos a partir da fonte de toda a bondade.

Nós podemos compartilhar nossas experiências e compreensão com os outros, não de um espaço de condescendência, mas de conexão.

Quando escolhemos constantemente ser gratos, nós notamos que cada respiração é um milagre e cada sorriso se torna uma dádiva.

Nós começamos a compreender que as dificuldades são também lições inestimáveis.

O sol está sempre brilhando para nós quando somos gratos, ainda que ele esteja oculto atrás das nuvens em um dia chuvoso.

Viva em um estado de gratidão. A bênção da gratidão nos permite propagar a abundância, porque esta é a energia que emana de nossos seres. Porque o mundo sempre reflete para nós o que incorporamos.

Bênçãos adicionais inevitavelmente fluem em nosso caminho. Elas nos dão até mais pelo que sermos gratos. O Universo nos quer enviar bênçãos em abundância.

Quanto mais apreciamos a vida, mais a vida nos aprecia e nos concede mais prosperidade.

Oferecer uma bênção não é uma tarefa difícil. Nossos dias estão cheios de oportunidades intermináveis para praticarmos a arte da bênção. Uma bênção pode ser tão simples que muito freqüentemente nós tomamos por certo o ato de abençoar. A própria vida trabalha através de nós.

As bênçãos, antigas ou modernas, é uma parte importante de nossa fé na vida. Uma bênção é a ponte entre o céu e a terra.

A transmissão do divino que ocorre quando abençoamos é verdadeiramente um momento sagrado. Nós somos os portadores dos sonhos e dos desejos que podem ter se originado em gerações anteriores.

Nunca deixe passar um dia, de alguma maneira, que não evoquemos a visão do bem.

A arte da abundância chama a atenção para as pequenas bênçãos: para aquilo que podemos fazer: descobrirmos as alegrias e os tesouros esquecidos da simples vida diária.

Possamos apreciar e nos lembrarmos da Esquecida Arte da Bênção.

Permita que o Amor flua em sua vida.

As Bênçãos são dons espirituais para compartilhar com outros. Que você possa ser abundantemente abençoado!

NAMASTÊ

NÓS SOMOS UM

A Suave e Esquecida Arte da Bênção

Sasha T. Moore
Adaptação: Pierre Pradervand
Imagem: blog da Decoupage - Feedburner
Mensagem enviada pela nossa querida Visi por email.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SALVE IEMANJÁ - Odôyabá! Odo Iyá! Mãezinha

IEMANJÁ - Salve a sua força minha Mãezinha

PRECE PARA IEMANJÁ
Oh! Iemanjá, sereia do mar. Canto doce, acalanto dos aflitos.
Mãe do mundo tenha piedade de nós.
Benditas são as benções que vem do teu Reino.
Meu coração e minha Alma se abrem para receber as bênçãos de Iemanjá.
Mãe que protege, que sustenta, que leva embora toda dor.
Mãe dos Orixás, Mãe que cuida e zela pelos seus filhos e os filhos
de seus filhos.
Iemanjá, tua Luz norteia meus pensamentos e tuas águas
lavam minha cabeça.
O DÔ SEI ABÁ!

ORAÇÃO PARA IEMANJÁ
‘Vós que governais as águas, derramai por sobre a humanidade a vossa proteção, fazendo assim Divina Mãe, uma descarga em seus corpos materiais, limpando suas almas e incutindo em seus corações o respeito e a veneração devida a essa força da natureza que simbolizais.
Fluidificai nossos espíritos e despertai nossa matéria de todas as impurezas que hajam adquirido. Permiti que vossas falanges nos protejam e amparem, assim o fazendo com toda a humanidade, nossa irmã. Salve Iemanjá, Rainha dos mares.’
Livro: IEMANJÁ – Autor: J. EDSON ORPHANAKE

PRECE A MÃE IEMANJÁ
Oh! Doce e querida mamãe Iemanjá.
Vós permitistes que no seio de vossa morada se formassem as primitivas formas de vida, que formam o berço de toda a criação, de toda a natureza, e de toda a humanidade, aceitai nossas preces de reconhecimento e amor. Oh! Visão divina e celestial.
Que os lampejos que emanam de vosso diáfano manto de estrelas venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os nossos males, curar aos doentes, apaziguar os nossos irmãos irados, consolar os corações aflitos.
Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado, sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para vos ofertá-las sejam as ondas do mar portadoras de vossos fluidos divinos. Fazei, Senhora rainha das águas, com que a espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e mal querências.
Que os nossos corpos, tocados por vossas águas sagradas, libertem-se em cada onda que passa, de todos os males matérias e espirituais.
Que a primeira onda a nos tocar afaste de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança.
Que a segunda onda lave nossos corações e nosso espírito, para que não atinjam as infâmias e mal querência de nossos desafetos.
Que a terceira onda afaste a vaidade de nossos corações.
Que a quarta onda lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas para que, sadios, possamos prosseguir.
Que a quinta onda afaste de nossa mente a ganância e a cobiça.
Que a sexta onda venha carregada de flores e que nosso maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos os homens.
E que ao passar a sétima onda, nós, puros e limpos de mente, corpo e alma, possamos ver, ainda que apenas por alguns segundos o esplendor de vossa radiosa imagem.
É o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda.
RONALDO A. LINARES

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Agenda para as primeiras atividades da Casa de São Lázaro para 2010

Iemanjá

No último dia 20 de janeiro foi realizada a festa de OXOSSI no terreiro e nesse dia o pai Alexandre deu o seguinte recado:

- dia 6 de fevereiro teremos a Festa de Yemanjá na praia a partir das 20:oo hs indo até a madrugada.. Quem puder ir mais cedo para ajudar nas arrumações, favor entrar em contato com o Babá Alexandre ou por email para saber como fazer. Foi lembrado que varias pessoas não possuem meio de locomoção para ir e que os mediuns que tem carro poderiam dividir despesas e o espaço em seus carros para trasnsportar os que não tem como ir. A festa será na casa de Iemanjá que temos na Praia Grande. Estarei passando maiores informações ainda esta semana.
Endereço da Praia Grande:
Rua Martin Afonso de Souza, 833 - Campo Aviação
Praia Grande - SP, 11702-790
http://maps.google.com.br/maps?daddr=R.+Martin+Afonso+de+Souza,+833+-+Campo+Avia%C3%A7%C3%A3o,+Praia+Grande+-+SP,+11702-790&geocode=&dirflg=&saddr=Av.+Cupec%C3%AA+1090,+Cidade+Ademar,+S%C3%A3o+Paulo,+04366-000&f=d&sll=-24.018477,-46.44977&sspn=0.011799,0.022659&ie=UTF8&ll=-23.659698,-46.664557&spn=0.021659,0.032916&z=15

- dia 8 de fevereiro teremos uma gira grande(isso significa presença obrigatória) às 20:oo hs no terreiro.

- Os trabalhos na casa começarão a partir do dia 26 de fevereiro que é a última sexta feira do mes. No dia 8 serão dadas outras imformçães a respeito, portanto, façam o esforço de comparecer.


Que Oxalá abençoe a todos. Mãe Cristina
Imagem copiada do flickr:
www.flickr.com/photos/lidialuz/3095314609/

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

20 de Janeiro dia de Oxossi

O Deus Oxóssi, traz nas mãos o Arco e a Flecha, o Ofá, símbolo máximo do caçador que luta para manter a subsistência da tribo.

OxossiDivindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá, e um rabo de boi chamado Eruexim. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú.
Oxossi é o rei de Keto, filho de Oxalá e Yemanjá, ou, nos mitos, filho de Apaoka (jaqueira). É o Orixá da caça; foi um caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados. Diz um mito que Oxossi encontrou Iansã na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casa com ela, tem muitos filhos que são abandonados e criados por Oxum.
Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição, e caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras. Um solitário solteirão, depois que foi abandonado por Iansã e também porque na qualidade de caçador, tem que se afastar das mulheres, pois são nefastas à caça.
Está estreitamente ligado a Ogum, de quem recebeu suas armas de caçador. Ossãe apaixonou-se pela beleza de Oxossi e prendeu-o na floresta. Ogum consegue penetrar na floresta, com suas armas de ferreiro e libertá-lo. Ele esta associado, ao frio, à noite, à lua; suas plantas são refrescantes.
Em algumas caracterizações, veste-se de azul-turquesa ou de azul e vermelho. Leva um elegante chapéu de abas largas enfeitados de penas de avestruz nas cores azul e branco. Leva dois chifres de touro na cintura, um arco, uma flecha de metal dourado. Sua dança sumula o gesto de atirar flechas para a direita e para a esquerda, o ritmo é "corrido" na qual ele imita o cavaleiro que persegue a caça, deslizando devagar, às vezes pula e gira sobre si mesmo. É uma das danças mais bonitas do Candomblé.

Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.
No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos.
Segundo Pierre Verger, o culto a Oxossi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxossi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Os filhos consagrados a Oxossi foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio.
Oxossi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento.

Características
Cor Verde (No Candomblé: Azul Celeste Claro)

Fio de Contas
Verde Leitosas (Azul Turquesa, Azul Claro)

Ervas
Alecrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Peregum (verde), Taioba, Espinheira Santa, Jurema, Jureminha, Mangueira, Desata Nó. (Erva de Oxossi, Erva da Jurema, Alfavaca, Caiçara, Eucalipto)

Símbolo
Ofá (arco e flecha).

Pontos da Natureza
Matas

Flores
Flores do campo

Essências
Alecrim

Pedras
Esmeralda, Amazonita. (Turquesa, Quartzo Verde, Calcita Verde)

Metal
Bronze (Latão)

Saúde
Aparelho Respiratório

Planeta
Vênus

Dia da Semana
Quinta-feira

Elemento
Terra

Chakra
Esplênico

Saudação
Okê Arô (Odé Kokê Maior)

Bebida
Vinho tinto (água de coco, caldo de cana, aluá)

Animais
Tatu, Veado, Javali. (qualquer tipo de caça)

Comidas
Axoxô – milho com fatias de coco, Frutas.(Carne de caça, Taioba, Ewa - feijão fradinho torrado na panela de barro, papa de coco e frutas.)

Numero
6

Data Comemorativa
20 janeiro

Sincretismo:
S. Sebastião.

Incompatibilidades:
Mel, Cabeça de bicho (nos sacrifícios e alimentos), Ovo

Qualidades:
Êboalama, Orè, Inlé ou Erinlè, Fayemi, Ondun, Asunara, Apala, Agbandada, Owala, Kusi, Ibuanun, Olumeye, Akanbi, Alapade, Mutalambo


Atribuições

Oxossi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

As Características Dos Filhos De Oxossi

O filho de Oxossi apresenta arquetipicamente as características atribuídas do Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo.
Os filhos de Oxossi são geralmente pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir.
Fisicamente, os filhos de Oxossi, tendem a ser relativamente magros, um pou co nervosos, mas controlados. São reservados, tendo forte ligação com o mundo material, sem que esta tendência denote obrigatoriamente ambição e instáveis em seus amores.
No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. Nada pior do que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador. Assim os filhos de Oxossi trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá. Quando em perseguição a um objetivo, mantêm-se de olhos bem abertos e ouvidos atentos.
Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do dia-a-dia. Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações, sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição.
Os filhos de Oxossi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.
Os filhos de Oxossi tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o sustento do seu grupo ou família. Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é estranho que, quem tem Oxossi como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. Quando isso acontece, dão preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam. Os filhos de Oxossi, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado radicalmente pelo segundo Orixá.

Gostam de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto, o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra.
São pessoas cheias de iniciativa e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades. Têm o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família. São generosas, hospitaleiras e amigas da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma.
O tipo psicológico, do filho de Oxossi é refinado e de notável beleza. É o Orixá dos artistas intelectuais. É dotado de um espírito curioso, observador de grande penetração. São cheios de manias, volúveis em suas reações amorosas, multo susceptíveis e tidos como "complicados". É solitário, misterioso, discreto, introvertido. Não se adapta facilmente à vida urbana e é geralmente um desbravador, um pioneiro. Possui extrema sensibilidade, qualidades artísticas, criatividade e gosto depurado. Sua estrutura psíquica é muito emotiva e romântica.

texto e imagem do site: Luz de Aruanda - luzdearuanda.spaceblog.com.br/2/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O AMOR INCONDICIONAL

É a força regeneradora e a energia mais fundamental que move todo o universo.
O amor incondicional é aquele amor que, como a palavra expressa, não coloca nenhuma condição para se vivido. Nem condição de parentesco, de raça, de religião, de ideologia e de trabalho. Ama por amar. Entrega-se à energia universal que cria relações, gera laços, funda comunhão. Vai ao outro e repousa no outro assim como ele é. Sem intenção de retorno e de cobranças.
O amor incondicional possui características maternas, tem compaixão por quem fracassou. Recolhe o que se perdeu. E tem misericórdia por quem pecou. Nem o inimigo é deixado de fora. Tudo é inserido, abraçado e amado desinteressadamente.
Esse amor incondicional é profundamente terapêutico: fortalece quem é assim amado, pois o acompanha e envolve em sua queda, impedindo que esta seja completa e irremissível. Não há quem resista à força do amor incondicional. Por causa dele tudo é resgatável. Ele rompe sepulturas e transforma a morte em ressurreição.
O amor incondicional põe em movimento um imenso processo de libertação de: de carências, de opressões e de limitações de toda ordem. Resgata o sistema da vida em suas inter-retro-relações.
Esse amor libertador funda o dinamismo que pervade todo o universo e cada ser. No universo todos os seres existem e vivem uns pelos outros, com os outros, nos outros e para os outros. Ninguém está fora desta relação includente. Mais fundamental que o princípio de sobrevivência do mais forte (Darwin) é o da solidariedade-amor de todos para com todos (Bohr). É esse amor-solidariedade que constitui a grande comunidade cósmica, terrenal e humana. É ele que dá origem também ao princípio da reciprocidade-complementaridade. Um ajuda reciprocamente o outro a existir e a se desenvolver. Todos se complementam crescem juntos: as espécies, os ecossistemas e o inteiro universo.
O amor incondicional crê nas virtualidades latentes em cada ser. Nunca desespera na confiança de que a própria natureza revele sua energia regeneradora, de libertação de. Sabe por intuição que sempre sobra uma chama a ser alimentada, uma palavra a ser ouvida e um sinal de esperança a ser interpretado. Todos os sons, por mais destoantes, entram na imensa sinfonia universal.
Por outra parte, o entrelaçamento de todos com todos revela nossa profunda indigência e, ao mesmo tempo, nossa insuspeitável riqueza. Precisamos dos outros para ser e para nos libertar.
Paulo Freire nos deixou este legado: “Ninguém se liberta sozinho; libertamo-nos sempre juntos”. Temos uma indigência fundamental que nos faz esmoleres uns dos outros. De outro lado, somos portadores de uma riqueza inesgotável que nos faz doadores uns dos outros. Temos algo a dar e a contribuir que somente nós podemos oferecer ao crescimento do todo.
Se negarmos esta contribuição, restará um vazio que ninguém preencherá, frustrando o inteiro universo. Dom Helder Câmara, o profeta dos pobres, não cansava de repetir em suas peregrinações pelo mundo: “Ninguém é tão rico que não possa receber, como ninguém é tão pobre que não possa dar”.

Fontes: Texto de Leonardo Boff. A águia e a galinha. Uma metáfora da condição
humana. Petrópolis: Vozes, 2001. (p. 131-135)
Texto lido e digitado por María Edith Guerrero Obando.
Foto de Liliana Israele, na Casa de São Lazaro em outubro de 2009.
Este texto foi encaminhado pela nossa querida irmã do CIESL María Edith

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A tradição do Dia de Reis - 6 de Janeiro

Das figuras bíblicas mais intimamente ligadas à tradição religiosa do povo destacam-se os Reis Magos, ou melhor, os Santos Reis uma vez que a hagiologia romana considera-os bem aventurados.

O simbolismo dos Reis Magos é amplo e emprestam-lhes os exegetas as mais diversas interpretações. Estão ligados intimamente às festas do Natal e deles nasceu, praticamente, a tradição do Papai Noel, pois os presentes dados nessa ocasião reproduzem que os magos do Oriente, depois de cumprida a rota que lhes indicava a estrela de Belém, prestaram a Jesus na gruta onde ele nascera.

As referências bíblicas são vagas e o episódio quase passa despercebido dos evangelistas, mas as contribuições da tradição patriática são muitas e, como elas têm força de fé e verdade, nelas devemos buscar grande parte das coisas que se contam dos santos Belchior, Gaspar e Baltazar já referidos pelos profetas do Velho Testamento, que vaticinavam a homenagem dos Reis ao humilde filho de Davi que deveria nascer em Belém.

De onde vieram e o que buscavam, pouca gente sabe. Vinham do Oriente e Baltazar, o mago negro talvez viesse de Sabá (terra misteriosa que seria o sul da Península Arábica ou, como querem os etíopes, a Abissínia). Simbolizam também as três unicas raças bíblicas, isso é, os semitas, jafetitas e camitas. Uma homenagem, pois, de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis.

Eram magos, isto é, astrólogos e não feiticeiros. Naquele tempo a palavra mago tinha esse sentido, confundindo-se também com os termos sábio e filósofo. Eles prescrutavam o firmamento e sentiram-se chocados com a presença de um novo astro e, cada um deles, deixando suas terras depois de consultar seus pergaminhos e papiros cheios de palavras mágicas e fórmulas secretas, teve a revelação de que havia nascido o novo Rei de Judá e, que ele, como soberano, deveria, também, prestar seu preito ao menino que seria o monarca de todos os povos, embora o seu Reino não fosse deste mundo.

O simbolismo dos presentes
Conta ainda a tradição que, ao chegar a Canaã, indagaram os Magos onde havia nascido o novo Rei de Judá. Essa pergunta preocupou Herodes, que hoje seria considerado um quisting a serviço dos romanos, e que reinava na Judéia.

Os representantes do Império preocupavam-se com o aparecimento de um novo lider do povo de Israel. A revolta dos macabeus ainda não fora esquecida e o povo oprimido esperava, ansioso, pela vinda do Messias que iria libertar o Povo de Deus e cumprir a palavra do salmista: "Disse o Senhor ao meu Senhor — senta-te à minha direita até que ponho os teus amigos como escarbelo aos teus pés".

Os magos procuram — conforme conselho de Herodes — o novo Rei para render-lhe homenagem e para informar o representante romano do lugar onde nascera o Messias a fim de, com falso preito, sequestrá-lo.

No presépio encontramos apenas os animais e os pastores e, inspirados pelo Espírito Santo, curvaram-se diante do filho do carpinteiro de Nazaré e depositaram, ao pé da mangedoura que lhe servia de berço, os presentes: ouro, incenso e mirra, isto é prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei, e grão de areia que cresceria e derrubaria o ídolo de pés de barro (simbolo das grandes potências que se sucederam no domínio do mundo), do sonho de Nabucodonosor decifrado pelo profeta Daniel.

Símbolos da humildade
Na tradição cristã os três Reis Magos simbolizavam os poderosos que deveriam curvar-se diante dos humildes na repetição real do canto da Virgem Maria à sua prima Isabel, e "Magnificat", pois sua alma rejubilava-se no Senhor, que exaltaria os pequenos de Israel e humilharia os poderosos.

A igreja cultua os Reis Magos dentro desse simbolismo. Representam os tronos, os potentados, os senhores da Terra que se curvara diante de Cristo, reconhecendo-lhe a divina realeza. É a busca dos poderosos que vêem em Belchior, Gaspar e Baltazar o exemplo de submissão aos designios de Deus e que devem, como os magos, despojar-se de seus bens e depositá-los aos pés dos demais seres humanos, partilhando sua fortuna como dignos despenseiros de Deus.

Os presentes de Natal também têm esse sentido. São as ofertas dos adultos à criança que com a sua pureza representa Jesus. Alguns, dão a essas festas um sentido mitológico pagão, buscando nas cerimônias dos druidas, dos germânicos ou saturnais romanas a pompa das festas natalinas que culminam com a Epifania.

A Bifana
A palavra epifania, usada também como nome de mulher, deu origem a uma corruptela dialetal do sul da Itália, levada depois a Portugal e Espanha, a Bifana. A Bifana, segundo a lenda, era uma velha que, no dia de Reis, saía pelas ruas da cidades a entregar presentes aos meninos que tivessem sido bons durante o ano que findara. Estava intimamente ligada às tradições dos povos mediterrâneos e mais próxima do significado litúrgico das festas natalícias. Os presentes eram somente dados no dia 6 de janeiro e nunca antes. Tanto assim é, que nós mesmos, no Brasil, na nossa infância, recebíamos os presentes nesse dia. Depois, com a influência francesa e inglesa em nossas tradições a Epifania ou Bifana foi substituída pelo Papai Noel, a quem muitos estudiosos atribuem uma origem pagã e outros, para disfarçar o sentido comercial da sua presença no dia de Natal, confundem com São Nicolau.

Hoje, o Santos Reis já não são lembrados. O presépio praticamente não existe e só neles é que podemos ver os Magos de Oriente apresentados. A árvore de Natal, pinheiro que os druidas e os feutos enfeitavam para agradar o terrível deus do inverno Hell, substituíria a representação do nascimento de Jesus, introduzida no costume dos povos por São Francisco de Assis. A festa da Epifania, dia de guarda no calendário litúrgico, já não mais é respeitada e com ela desaparecerem outras tradições da nossa gente, trazidas da Peninsula Ibérica pelos nossos antepassados, como a folia de Reis, Reizados e tantos outros autos folclóricos, cultuados em poucas regiões do país.

Gimenez, Armando

Segundo a tradição cristã os Reis Magos eram Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar, e os presentes simbolizam, respectivamente, a realeza, a divindade e a paixão de Cristo.

Não se sabe sua origem, mas reza a lenda que um dos Reis era negro africano, o outro branco europeu e o terceiro moreno (assírio ou persa), representando a humanidade conhecida da época.

Em muitos países, a troca de presentes é feita neste dia, e não no Natal.

No Brasil, o rico folclore mantém viva a tradição. Por todo o litoral e o interior brasileiro, com todas as suas variantes regionais, se comemora o dia 6 de janeiro em festas como o Terno de Reis, Folia de Reis ou Santos Reis.

Fonte e imagem extraídos do site:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/dia-de-reis/dia-de-reis-1.php
e Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br